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  • Foto do escritorVital Psilo

Artigo detalha os efeitos dos psicodélicos no cérebro

Atualizado: 27 de nov. de 2023



Um artigo de revisão publicado no periódico científico "Biology" compartilhou o panorama atual sobre o impacto dos psicodélicos no cérebro, e explorou diversas perspectivas, desde os níveis moleculares e celulares, até o funcionamento global do cérebro (conforme ilustrado na Figura 1).


Dados recentes indicam que os psicodélicos clássicos, como o LSD, também se ligam aos receptor de tropomiosina quinase B (TrkB), intensificando a sinalização do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF). Notavelmente, a afinidade do LSD pelo TrkB é até 1000 vezes maior do que a de antidepressivos como fluoxetina e cetamina. Essa característica pode ser crucial para explicar a rápida e potente indução de neuroplasticidade e efeitos comportamentais persistentes associados exclusivamente aos psicodélicos.

Contudo, novas descobertas sugerem que os efeitos psicoplastogênicos dos psicodélicos podem ser dissociados de seus efeitos alucinógenos, mediados pelos receptores 5-HT2A. Isto abre perspectivas inovadoras para a identificação de compostos ou combinações de tratamentos capazes de preservar as propriedades antidepressivas dos psicodélicos, sem a necessidade de uma experiência psicodélica correlata. Essa separação de efeitos é essencial para avanços significativos no desenvolvimento de terapias mais específicas e personalizadas para pacientes contraindicados ao uso dessas substâncias.


Referência

Banushi B, Polito V. A Comprehensive Review of the Current Status of the Cellular Neurobiology of Psychedelics. Biology (Basel). 2023 Oct 28;12(11):1380. doi: 10.3390/biology12111380. PMID: 37997979; PMCID: PMC10669348.


Disponível na íntegra em:

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