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  • Foto do escritorVital Psilo

Efeitos da psilocibina no sistema límbico de roedores


A fisiopatologia da depressão está relacionada à redução do volume de algumas estruturas cerebrais do sistema límbico, como o hipocampo e a amígdala. O mecanismo dessas alterações não é bem compreendido, no entanto, estudos clínicos já demonstraram que a cetamina, um antidepressivo de ação rápida, pode reverter a diminuição do volume do hipocampo e da amígdala em pacientes deprimidos.


Considerando esses estudos prévios, cientistas do Instituto de Farmacologia da Academia de Ciências da Polônia tentaram descobrir se a psilocibina também afeta a neurotransmissão no sistema límbico como a cetamina. A pesquisa realizada em animais demonstrou que a psilocibina e a cetamina aumentaram a liberação de dopamina e serotonina no núcleo accumbens de roedores. Ambas as substâncias também estimularam a liberação de glutamato e GABA no núcleo accumbens, hipocampo e amígdala, e aumentaram os níveis de acetilcolina no hipocampo. Alterações na densidade de receptores D2, 5-HT1A e 5-HT2A no núcleo accumbens e hipocampo foram observadas como um efeito de longa duração da psilocibina e cetamina.


Esses resultados sugerem que a psilocibina pode ser um potencial tratamento para a depressão e ansiedade, e que suas propriedades terapêuticas podem estar relacionadas, em parte, às alterações na neurotransmissão e estrutura do sistema límbico.


Referência

Wojtas A, Bysiek A, Wawrzczak-Bargiela A, Maćkowiak M, Gołembiowska K. Limbic System Response to Psilocybin and Ketamine Administration in Rats: A Neurochemical and Behavioral Study. Int J Mol Sci. 2023 Dec 20;25(1):100. doi: 10.3390/ijms25010100.


Disponível na íntegra em:


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