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  • Foto do escritorVital Psilo

Estudo mostra que a terapia com psilocibina pode ser menos vulnerável ao viés de expectativa


Pesquisadores investigaram se o viés de expectativa pode ter influenciado os resultados de um ensaio clínico prévio, que comparou os efeitos da psilocibina com o escitalopram no tratamento do transtorno depressivo maior. O viés de expectativa é caracterizado por crenças ou pensamentos que podem afetar a forma como respondemos a uma situação. Por exemplo, se esperamos que um tratamento seja eficaz, é mais provável que notamos resultados positivos.


Diferentes modelos estatísticos foram utilizados para investigar se houve uma associação entre as expectativas relacionadas ao tratamento e a resposta terapêutica, tanto ao escitalopram quanto à psilocibina, além de outras hipóteses que explicariam tais influências nos desfechos de eficácia dos dois fármacos.


As análises mostraram que os pacientes esperavam que a psilocibina funcionasse melhor do que o escitalopram. Porém, a expectativa com o escitalopram foi associada a melhores resultados com esse medicamento, enquanto a expectativa de melhora com a psilocibina não foi um bom indicador de como o paciente responderia à substância. Esses resultados sugerem que a terapia psicodélica, como a terapia com psilocibina, pode ser menos vulnerável ao viés de expectativa do que se pensava anteriormente.


O estudo também descobriu que a sugestionabilidade dos pacientes no pré-tratamento foi associada à resposta terapêutica no grupo que recebeu psilocibina, mas não no grupo que recebeu escitalopram. Isso indica que indivíduos altamente sugestionáveis podem ser mais propensos a experimentar benefícios da terapia com psilocibina. 


Entretanto, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses dados e entender melhor como a terapia psicodélica funciona.


Referência

Szigeti B, Weiss B, Rosas FE, Erritzoe D, Nutt D, Carhart-Harris R. Assessing expectancy and suggestibility in a trial of escitalopram v. psilocybin for depression. Psychol Med. 2024 Jan 22:1-8. doi: 10.1017/S0033291723003653.

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