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  • Foto do escritorVital Psilo

Estudo publicado na Nature aponta que a psilocibina pode ser superior ao antidepressivo escitalopram

Atualizado: 16 de jan. de 2023


Um artigo publicado em 2022 no renomado periódico Nature Medicine revelou o impacto cerebral da psilocibina nos pacientes com depressão resistente ao tratamento (DRT), que participaram de dois ensaios clínicos realizados por pesquisadores da University of California e do Imperial College London.


O primeiro ensaio foi um estudo aberto com a psilocibina administrada por via oral (10 e 25 mg, com 7 dias de intervalo). A ressonância magnética funcional (fMRI) foi registrada no início do estudo e 1 dia após a dose de 25 mg, sendo que o Inventário de Depressão de Beck foi o desfecho primário.


O segundo estudo foi um ensaio clínico randomizado duplo-cego de fase II, que comparou a psilocibina com o antidepressivo escitalopram. Os pacientes foram randomizados e receberam duas doses orais de 25 mg de psilocibina com 3 semanas de intervalo, mais 6 semanas de placebo diário (grupo psilocibina) ou duas doses orais de 1 mg de psilocibina, com 3 semanas de intervalo, mais 6 semanas de escitalopram diário (10 – 20 mg) (grupo escitalopram). A fMRI foi registrada no início do estudo e 3 semanas após a segunda dose de psilocibina.


Em ambos os ensaios, a psilocibina interrompeu as conexões cerebrais relacionadas à depressão e produziu uma resposta antidepressiva rápida e sustentada. Os cientistas argumentam que é possível que esse efeito dependa de um aumento na integração da rede cerebral, já que as análises indicaram que as redes funcionais de receptores serotoninérgicos 5-HT2A tornaram-se mais interconectadas e flexíveis após o tratamento com a psilocibina. Em contrapartida, a resposta antidepressiva ao escitalopram foi mais suave e não foram observadas alterações na organização da rede cerebral.


Um outro ensaio clínico realizado em 2021 pelo Imperial College London concluiu que a psilocibina é comparável ao escitalopram, e atua de forma diferente dos antidepressivos convencionais. Esses estudos geraram fortes reações na comunidade científica e receberam críticas em relação à metodologia analítica, que pode apresentar falhas. Com isso, somente ensaios clínicos maiores poderão confirmar a eficácia e segurança da psilocibina na depressão resistente.


Referências

Carhart-Harris R, et al. Trial of Psilocybin versus Escitalopram for Depression. N Engl J Med. 2021 Apr 15;384(15):1402-1411.


Daws, R.E., Timmermann, C., Giribaldi, B. et al. Increased global integration in the brain after psilocybin therapy for depression. Nat Med (2022).

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