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  • Foto do escritorVital Psilo

Mecanismos e limitações dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina

Atualizado: 2 de jan.


Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) são amplamente utilizados na psiquiatria, e representam uma classe fundamental de antidepressivos que tratam os problemas de saúde mental mais comuns em nossa sociedade atual. A compreensão do mecanismo de ação desses medicamentos evoluiu consideravelmente ao longo do tempo. Anteriormente, eram vistos como fármacos que aumentam a quantidade de serotonina (5-HT) nas sinapses. Agora, é aceito que esse aumento é apenas o ponto de partida para uma série de eventos complexos de sinalização.

Essa classe de antidepressivos desencadeia mudanças na plasticidade neural, tanto em termos funcionais quanto estruturais. Acredita-se que essas alterações na plasticidade interajam com processos neuropsicológicos, facilitando a reeducação de experiências emocionais e, por fim, promovendo uma melhora no humor. Nesse contexto, surge uma lacuna na teoria, uma vez que ainda faltam evidências sólidas que conectem diretamente as mudanças na plasticidade aos efeitos comportamentais.

Contudo, esses efeitos terapêuticos ocorrem de forma lenta e progressiva, e sua eficácia por vezes é limitada. Além disso, uma interrupção abrupta ou gradual do tratamento pode manifestar a "síndrome de retirada", que inclui perturbações gastrointestinais, ataques de pânico, arritmias e outros sintomas. Essas limitações estão orientando esforços para compreender os antidepressivos de ação rápida, como os psicodélicos, que demonstram um grande potencial para superar os ISRSs.


Referência

Sharp T, Collins H. Mechanisms of SSRI Therapy and Discontinuation. Curr Top Behav Neurosci. 2023 Nov 14. doi: 10.1007/7854_2023_452. Epub ahead of print. PMID: 37955823.


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