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Psilocibina no Transtorno por Uso de Álcool: estudo pré-clínico investiga modo de ação


Um estudo pré-clínico publicado no periódico Translational Psychiatry esclareceu o modo de ação geral da psilocibina no transtorno por uso de álcool (TUA). Os pesquisadores utilizaram um modelo animal de recaída de álcool para quantificar o impacto da psilocibina na conectividade global do cérebro de roedores. Para isso, se basearam em dados de ressonância magnética funcional dos animais, como estatísticas de rede, teoria dos grafos, conectividade específica da Rede de Modo Padrão (DMN) e análises de entropia cerebral.


Os resultados demonstraram que a psilocibina induziu uma diminuição aguda e ampla em diferentes domínios da conectividade funcional, juntamente com um aumento da conectividade entre regiões centrais serotoninérgicas e áreas corticais. Além disso, foi observado que a psilocibina provocou uma hipoconectividade na DMN, que se correlacionou fortemente com a intensidade das taxas de recaída entre os animais, sendo impulsionada principalmente pelas regiões pré-frontais mediais.


Em resumo, esse estudo pré-clínico revelou que a gravidade da recaída do álcool foi negativamente associada com a responsividade neural ao tratamento com psilocibina. Isso sugere que uma dose clínica padrão de psilocibina pode não ser suficiente para tratar casos graves de TUA em seres humanos, um achado que deve ser considerado para futuros ensaios clínicos.


O estudo está disponível na íntegra:


Referência

Reinwald JR, Schmitz CN, Skorodumov I, Kuchar M, Weber-Fahr W, Spanagel R, Meinhardt MW. Psilocybin-induced default mode network hypoconnectivity is blunted in alcohol-dependent rats. Transl Psychiatry. 2023 Dec 14;13(1):392. doi: 10.1038/s41398-023-02690-1.

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